28 de maio de 2026

Youtuber é preso no Egito por vídeos sobre cristianismo

Cristão Copta Recorre de Sentença de Prisão no Egito por Vídeos Religiosos

Augustinos Samaan

Augustinos Samaan, um jovem cristão copta e youtuber, condenado a cinco anos de prisão no Egito por publicar vídeos sobre a fé cristã, recorreu da sentença. A defesa busca anular a decisão judicial.

Condenação por “Blasfêmia”

Samaan foi condenado no início deste ano a trabalhos forçados por produzir vídeos que ensinavam e defendiam o cristianismo. Ele foi preso em outubro de 2025 e acusado, com base no Artigo 98(f) do Código Penal egípcio, de uso indevido das redes sociais e de desprezo à religião, acusações enquadradas nos chamados crimes de blasfêmia.

Segundo relatos, a mãe de Samaan faleceu logo após a sentença, em decorrência de um coágulo sanguíneo.

Conteúdo dos Vídeos

Conhecido como “Dr. Augustinos”, ele mantinha um canal com mais de 100 mil inscritos, onde abordava temas relacionados à fé cristã, respondendo a dúvidas frequentes sobre o cristianismo. Alguns vídeos também abordavam diferenças entre o cristianismo e o islamismo, incluindo críticas de natureza filosófica e teológica à religião islâmica.

As autoridades podem ter considerado esse conteúdo como motivo para a acusação.

Repressão à Liberdade Religiosa

Desde agosto de 2025, dezenas de pessoas foram presas no Egito por causa de conteúdos religiosos publicados na internet. A ADF International, por meio de sua diretora de defesa da liberdade religiosa global, Kelsey Zorzi, afirma que isso representa uma repressão mais ampla contra o cristianismo e outras religiões minoritárias no Egito, país de maioria muçulmana. A organização espera que o Egito reverta a condenação e liberte Augustinos.

Perseguição a Cristãos no Egito

Cristãos representam cerca de 10% a 15% da população do Egito e enfrentam perseguição sistemática, incluindo discriminação, violência e prisões. A aplicação das leis contra blasfêmia contribui para a perseguição aos cristãos coptas, mesmo com a Constituição do Egito garantindo liberdade religiosa.

A ADF International também destacou o caso de Abdulbaqi Saaed Abdo, pai cristão de cinco filhos, que foi preso sob acusação de blasfêmia por compartilhar suas crenças em um grupo cristão no Facebook. Com apoio jurídico da ADF, Abdo foi libertado e conseguiu se mudar para outro país.

Contexto

A notícia da condenação e subsequente recurso de Augustinos Samaan ressalta a persistência de tensões religiosas e a aplicação de leis de blasfêmia no Egito, gerando preocupação em relação à liberdade religiosa e à proteção de minorias religiosas no país.

Postagem anterior

Jovem brasileiro evangeliza na Alemanha e relata experiência religiosa

Próxima publicação

Cristãos são mortos e sequestrados durante oração na Nigéria

post-barras