30 de maio de 2026

Estudo associa frequência à igreja a menos depressão e suicídio

Estudo Aponta Ligação Entre Prática Religiosa e Melhora na Saúde Mental

Um relatório do Instituto Wheatley, vinculado à Universidade Brigham Young (BYU), nos Estados Unidos, revelou uma forte associação entre a prática religiosa e a melhoria de indicadores de saúde mental. O estudo analisou um vasto conjunto de pesquisas médicas e sociais, com resultados que indicam benefícios significativos da religião para o bem-estar mental.

Análise Abrangente Revela Dados Positivos

O documento, intitulado “A Ligação entre Religião e Saúde Mental”, examinou 1.062 estudos, dos quais 961 identificaram correlações positivas entre a prática religiosa e a saúde mental. A análise se baseou em pesquisas compiladas no “Oxford University Press Handbook of Religion and Health (2024)”. A pesquisa reconhece que 101 estudos encontraram efeitos negativos.

Redução de Suicídio, Depressão e Ansiedade

O relatório destaca que a participação religiosa está relacionada a menores taxas de suicídio, depressão e ansiedade. Em relação ao suicídio, 89% dos 76 estudos analisados mostraram índices menores entre pessoas mais religiosas. Pesquisadores estimam que a diminuição da frequência semanal aos cultos pode explicar cerca de 40% do aumento da taxa de suicídio nos Estados Unidos.

Um dos estudos acompanhou aproximadamente 110 mil profissionais da saúde, demonstrando que mulheres que frequentavam cultos semanalmente apresentaram uma redução de 75% na probabilidade de morte por suicídio em um período de 16 anos. Entre os homens, essa redução foi de 48% em 26 anos.

Bem-Estar Emocional e Efeito Limiar

A análise também revelou dados sobre depressão e ansiedade, com 74% dos 247 estudos sobre depressão e 69% dos 85 estudos sobre ansiedade apontando para melhores resultados entre pessoas religiosas. Além disso, 93% dos 251 estudos sobre bem-estar emocional relacionaram a participação religiosa a fatores como felicidade, esperança, autoestima e satisfação com a vida.

O relatório identificou o “efeito limiar”, indicando que os benefícios são mais expressivos em indivíduos com participação religiosa frequente e contínua, enfatizando a importância do engajamento religioso comprometido.

Recomendação de Aproximação Entre Saúde e Religião

Os autores do relatório defendem uma maior colaboração entre profissionais de saúde e comunidades religiosas, sugerindo ações conjuntas de prevenção ao suicídio e ao abuso de substâncias em áreas vulneráveis.

Apesar de reconhecer a existência de “expressões religiosas prejudiciais ou coercitivas”, o estudo conclui que “a crença e a prática religiosa estão fortemente associadas a um maior bem-estar mental e emocional”.

O Instituto Wheatley é afiliado à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e recebe apoio da Universidade Brigham Young. Este é o primeiro de uma série de três relatórios sobre religião e saúde.

Contexto

A divulgação deste estudo, que associa a prática religiosa a benefícios para a saúde mental, ganha relevância ao fornecer dados que podem influenciar abordagens no campo da saúde pública e nas estratégias de bem-estar social, além de contribuir para o debate sobre o papel da religião na sociedade contemporânea.

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