Político espanhol quer proibir pregação no metrô e detona evangélicos
Deputado espanhol critica evangelização no metrô de Madri
Um deputado da Assembleia Legislativa de Madri, na Espanha, criticou a pregação de religiosos evangélicos no sistema de transporte público da capital. O parlamentar questionou a legalidade e o impacto da prática nos passageiros.
Acusações e pedido de regulamentação
Em sessão realizada em 14 de maio, Emilio Delgado, do partido Más Madrid, referiu-se aos evangelizadores como “vigaristas e golpistas” que estariam perturbando a ordem pública. Ele também associou o grupo ao movimento MAGA (Make America Great Again) e ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Delgado manifestou preocupação com o que classificou como uma “seita” que estaria promovendo eventos no metrô, alegando a realização de “milagres”. O deputado argumenta que a pregação causa “deterioração da convivência” e que os religiosos “importunam e sequestram” os passageiros.
O parlamentar solicitou à presidente regional, Isabel Díaz Ayuso, a revisão dos regulamentos do metrô, com o objetivo de proibir a evangelização no sistema de transporte.
Resposta do governo
O Ministro da Habitação, Transportes e Infraestrutura, Jorge Rodrigo, respondeu às críticas de Delgado, afirmando que já existem normas para coibir comportamentos que perturbem a ordem no metrô. Rodrigo acusou o deputado de direcionar as críticas especificamente contra cristãos.
Segundo o ministro, as reclamações seriam motivadas por uma aversão ao cristianismo, que representaria uma oposição ao projeto político do partido Más Madrid.
Crescimento evangélico na Espanha
Nos últimos anos, a Espanha tem registrado um crescimento no número de igrejas evangélicas. Um relatório de 2025 do Observatório do Pluralismo Religioso apontou a existência de 4.763 templos evangélicos no país.
As regiões com maior concentração de igrejas evangélicas são Catalunha, Madri, Andaluzia e Comunidade Valenciana.
Contexto
A polêmica envolvendo a evangelização no metrô de Madri evidencia tensões entre diferentes grupos religiosos e políticos na Espanha, levantando questões sobre liberdade religiosa, direitos de minorias e o uso de espaços públicos para manifestações de fé.