29 de maio de 2026

Abortos atingem nível recorde na Escócia em 2025.

Escócia registra novo recorde histórico no número de abortos

A Escócia registrou um novo recorde histórico no número de abortos realizados em 2025. Dados divulgados pela Public Health Scotland mostram que 18.783 abortos foram realizados no país no ano passado.

Aumento significativo em relação a 2016

O número representa um aumento de 55% em relação a 2016, quando foram registradas 12.135 interrupções de gravidez. Em 2025, a taxa de aborto entre mulheres de 15 a 44 anos foi de 17,6 por 1.000, superando a taxa de 11,9 registrada em 2016.

Aborto domiciliar como fator contribuinte

Um dos fatores que contribuíram para o aumento no número de abortos na Escócia foi a crescente prática do aborto domiciliar, que permite que mulheres adquiram pílulas abortivas sem a necessidade de uma consulta presencial.

Legislação sobre aborto na Escócia

Nos últimos anos, medidas pró-aborto avançaram na Escócia. Houve uma recomendação para que o aborto fosse permitido por qualquer motivo até a 24ª semana de gestação.

Críticas e alertas sobre a legislação

A organização pró-vida Right to Life UK criticou a medida, alertando que, se implementada, a Escócia teria “uma das leis de aborto mais extremas do mundo”. A organização também destacou que as leis de “zona de acesso seguro” do aborto na Escócia são mais rigorosas do que na Inglaterra.

Zonas de acesso seguro e suas implicações

Em setembro de 2024, a Escócia implementou a Lei de Serviços de Aborto (Zonas de Acesso Seguro), estabelecendo zonas de proteção de 200 metros ao redor das clínicas de aborto. Nessas zonas, qualquer tipo de protesto ou interação com mulheres que buscam serviços de aborto é proibido, incluindo orações silenciosas, exibição de cartazes e conversas audíveis.

A legislação também autoriza o governo escocês a expandir as zonas de proteção, se julgar necessário.

Contexto

O aumento no número de abortos na Escócia e as mudanças na legislação relacionada ao tema geram debates sobre direitos reprodutivos, liberdade de expressão e o papel do Estado em questões de saúde pública.

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