18 de março de 2026

CPMI: Presidente nega desvio do INSS para igrejas

Senador afirma que não há evidências de igrejas recebendo dinheiro do INSS em investigação da CPMI

O senador Carlos Viana declarou, nesta terça-feira (17), em Brasília, que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes financeiras e possíveis irregularidades não encontrou, até o momento, evidências de que igrejas tenham recebido recursos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Foco da Investigação

De acordo com o presidente da comissão, a apuração concentra-se na atuação de um pastor com Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) próprio, relacionado ao Banco Master. O banco deverá prestar esclarecimentos à CPMI.

Quebra de Sigilo Fiscal

Viana anunciou que apresentará um requerimento para compartilhar a quebra de sigilo fiscal de Fabiano Campos Zettel com a CPMI do crime organizado. O material ficará disponível para análise dos parlamentares.

Igrejas Citadas na Investigação

Seis igrejas foram mencionadas ao longo das investigações. Três delas apresentaram indícios de lavagem de dinheiro, levando à quebra de seus sigilos. Outras três, incluindo a Igreja Batista da Lagoinha, foram citadas devido a contribuições feitas por pessoas sob investigação.

Convocação de Líderes Religiosos

A CPMI aprovou convocações e convites para líderes religiosos prestarem esclarecimentos, incluindo César Belucci do Nascimento, André Machado Valadão, Péricles Albino Gonçalves, Fabiano Zettel e André Fernandes.

Base das Medidas

As medidas adotadas pela comissão baseiam-se em relatórios de inteligência financeira e dados da Receita Federal. Entre as igrejas citadas em requerimentos estão Adoração Church, Assembleia de Deus Ministério do Renovo, Ministério Deus é Fiel Church (SeteChurch) e Igreja Evangélica Campo de Anatote.

Posicionamento da Igreja Batista da Lagoinha

Em nota divulgada em janeiro, a Igreja Batista da Lagoinha negou qualquer envolvimento com a investigação. A instituição informou que afastou Fabiano Zettel assim que as primeiras denúncias surgiram e que ele não mantém vínculo com a igreja desde novembro de 2025. A igreja também declarou que não há provas de seu envolvimento em esquemas ligados ao caso.

Contexto

A investigação da CPMI sobre possíveis fraudes financeiras envolvendo igrejas ganha destaque no cenário nacional, levantando questionamentos sobre a transparência e a legalidade das atividades financeiras de instituições religiosas. Os resultados da investigação poderão levar a novas regulamentações e fiscalizações no setor.

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