Cristã que sobreviveu ao Boko Haram reafirma fé: “Não renunciarei a Jesus”
Cristã nigeriana retorna à comunidade após perseguição do Boko Haram

Uma mulher cristã, identificada como Esther, que sofreu perseguição do grupo terrorista Boko Haram na Nigéria, decidiu retornar à sua comunidade. Seu objetivo é auxiliar outras pessoas a manterem sua fé, mesmo diante das adversidades.
Ataque e Fuga
Esther cresceu em Gwoza, estado de Borno, onde sua família tinha uma vida ativa na igreja local. A rotina foi interrompida com a intensificação dos ataques do Boko Haram na região.
“Pensamos que eram soldados, mas as pessoas começaram a gritar: ‘São do Boko Haram’”, relatou Esther, lembrando o ataque que a forçou a fugir com o marido, sete filhos e sogros. O sogro, que permaneceu para cuidar dos animais, foi morto pelo grupo terrorista.
Após o ataque, a família buscou refúgio nas montanhas, onde permaneceu escondida em uma caverna por aproximadamente duas semanas. Esther relatou que os terroristas chegaram a usar gás lacrimogêneo em busca de sobreviventes.
Durante a fuga, a família enfrentou dificuldades e, eventualmente, atravessou a fronteira para os Camarões, onde também enfrentaram condições precárias.
Reconstrução e Fé
Após um ano, Esther tomou a decisão de retornar à Nigéria para se reunir com outros familiares e recomeçar sua vida. Ela reside no país há 13 anos.
Com o apoio de uma organização parceira da Global Christian Relief, Esther recebeu assistência espiritual e auxílio para estudar, concluindo uma licenciatura em educação. Atualmente, ela trabalha como professora em uma escola local dentro de um campo de deslocados.
“Às vezes, você ouve que começaram confrontos em algum lugar. Mas aqui, para nós, é seguro. Às crianças da escola, eu digo para se apegarem firmemente à Palavra de Deus”, afirmou Esther, que usa sua experiência para fortalecer a fé de outros cristãos perseguidos.
“Devemos perseverar. Não há como abandonar Jesus, aconteça o que acontecer”, concluiu.
Contexto
A história de Esther ilustra a resiliência e a fé de indivíduos e comunidades que enfrentam a violência e a perseguição de grupos extremistas como o Boko Haram. O seu retorno à comunidade e o seu trabalho como educadora representam um esforço de reconstrução e de apoio às vítimas do conflito, além de um testemunho de esperança e perseverança.