16 de abril de 2026

Culto na USP atrai 1.500 jovens após tentativa de impedir evento

Culto do Dunamis Pockets na USP é Marcado por Oposição

Um culto realizado pelo grupo universitário cristão Dunamis Pockets na Universidade de São Paulo (USP) no dia 27 de março reuniu mais de 1.500 estudantes na Praça do Relógio, espaço público dentro da universidade. O evento, que incluía momentos de louvor, oração e pregação, também enfrentou oposição de outros estudantes.

Reunião de Oração e Resistência

Durante o encontro, os participantes realizaram orações e expressaram arrependimento, buscando um “despertar espiritual” na USP e em outras universidades do Brasil. Gabriel Namorato, líder do Dunamis Pockets, relatou que o evento foi “muito marcante” e testemunhou “14 curas e um grande mover, impactando profundamente a vida de muitos estudantes”.

Segundo Namorato, um grupo de estudantes da USP tentou interromper o culto. “Estávamos em um momento de arrependimento e oração quando algumas pessoas da USP chegaram tentando atrapalhar, com a intenção de desligar o gerador e a caixa de som”, afirmou. Ele também relatou que os seguranças da USP tentaram impedir a reunião.

Um vídeo gravado durante o evento mostra estudantes contrários ao culto argumentando que o grupo não tinha o direito de realizar a atividade na universidade. Um dos estudantes comparou o ato a “fanatismo” e ao “nazismo”. Uma estudante afirmou que faria um boletim de ocorrência contra o grupo.

Defesa da Liberdade Religiosa

Em um vídeo publicado no Instagram, Gabriel Namorato refutou a alegação de que o proselitismo religioso em espaço público é crime. “A Constituição Federal garante duas coisas muito claras: liberdade religiosa e liberdade de expressão. Quando você soma essas duas você tem o direito de pregar aquilo que você acredita”, explicou. Ele citou uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2018 que reafirma a proteção da liberdade de expressão religiosa, incluindo a pregação.

Testemunhos de Cura

Apesar da oposição, o culto prosseguiu e, segundo relatos, resultou em “frutos espirituais”. Um jovem afirmou ter sido curado de uma infecção ocular causada por cobre, recuperando a visão.

Contexto

O evento e a subsequente controvérsia destacam as tensões existentes em relação à liberdade religiosa em espaços públicos universitários, um debate recorrente na sociedade brasileira que envolve interpretações da Constituição Federal e decisões do Supremo Tribunal Federal.

Postagem anterior

Psicóloga cristã denuncia ameaças de morte.

Próxima publicação

Evangélicos criticam imagem de Trump como Jesus e falam em…

post-barras