28 de março de 2026

Mãe que perdeu filha em protestos no Irã encontra consolo na fé cristã

Mãe iraniana encontra fé após perder filha em protesto contra o regime

Mãe iraniana e sua filha

Uma mulher iraniana, que perdeu sua filha durante manifestações contra o governo do Irã, declarou ter encontrado conforto na fé cristã. Em entrevista, ela relatou como sua crença a tem ajudado a superar a dor após a morte da filha.

Morte durante protesto

Em janeiro, Sameera e sua filha Sevda, de 16 anos, participavam de protestos em Karaj quando forças de segurança abriram fogo contra os manifestantes. Sevda foi atingida e morreu no local.

“O dia 19 de janeiro foi terrível, quando o governo da República Islâmica ordenou que atirassem nos manifestantes. Mesmo assim, muitas pessoas foram às ruas”, disse Sameera à CBN News.

Sameera relatou que, apesar dos riscos, decidiu participar do protesto com a filha, deixando seus celulares em casa, cientes de que poderiam ser presas ou mortas. Segundo ela, Sevda demonstrou coragem até o fim, lutando, cantando e gritando.

Sevda foi baleada no peito, morrendo instantaneamente.

Encontro com a fé

Após anos envolvida em protestos, e semanas depois da morte da filha, Sameera deixou o Irã e se mudou para o norte do Iraque. Lá, ela afirma ter tido um encontro com Jesus.

“Eu não era uma muçulmana muito religiosa. Na verdade, eu não aceitava o islamismo xiita. No entanto, eu sempre tive curiosidade sobre Jesus. Eu sabia algo sobre Cristo por assistir a vídeos no Instagram, mas nunca imaginei que teria um encontro como este”, afirmou.

Sameera foi batizada em uma pequena igreja doméstica no norte do Iraque. “Desde que encontrei Cristo, muitas coisas boas aconteceram na minha vida. Sinto uma paz especial e confiei a minha vida e meu destino a Ele”, disse.

“Hoje, embora esteja passando por muita coisa, sinto uma paz profunda por causa de Cristo”, acrescentou.

Sameera ressaltou que a morte da filha não deve ser esquecida. “Houve muitas vezes em que ela me incentivou a ir às ruas. Ela implorou para que eu fosse com ela. Ela insistiu. Ela disse que tínhamos que protestar em nome daqueles que perderam a vida.”

“Ela costumava dizer: ‘Eu adoraria que as pessoas fossem livres um dia’. Ela também dizia: ‘Se algo me acontecer, lembrem-se de mim no dia da liberdade'”.

Repressão aos protestos

A morte de Sevda ocorreu em meio a uma onda de protestos no Irã. Sameera descreveu o governo iraniano como um “câncer” que precisa ser destruído.

Segundo o portal Iran International, mais de 36 mil pessoas foram mortas pelo regime durante os protestos no início de janeiro, números similares aos divulgados pela revista Time.

A estimativa de mortos foi baseada em documentos confidenciais, relatórios de campo, relatos de profissionais de saúde, testemunhas e familiares das vítimas. A publicação afirma que esses assassinatos representam o “massacre mais sangrento de civis durante protestos de rua, em um intervalo de dois dias, na história”.

O relatório indica que a maioria dos assassinatos foi cometida pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e pela milícia aliada Basij, com o apoio de combatentes do Iraque e da Síria.

Contexto

A história da mãe iraniana destaca a brutal repressão do governo do Irã contra manifestantes e o impacto pessoal da violência política. Revela ainda a busca por consolo em meio à adversidade e a resiliência diante da perda.

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