14 de março de 2026

Indicação de Erika Hilton para Comissão da Mulher gera críticas na Câmara.

Indicação de Erika Hilton para Comissão da Mulher Gera Reações no Congresso

A possível nomeação da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, em Brasília, suscitou debates e manifestações entre parlamentares. A indicação foi feita pelo PSOL, partido que já lidera o colegiado com a deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG).

Críticas à Indicação

A deputada federal Rosangela Moro (União Brasil-PR) expressou discordância com a indicação, argumentando que a presidência da comissão deveria ser ocupada por uma mulher cisgênero, em virtude dos temas relacionados à saúde e realidade biológica feminina tratados pelo colegiado.

“Não se trata de discutir a pessoa. Se trata de discutir para que serve a Comissão das Mulheres. Muitos dos assuntos que tratamos são biologicamente de mulheres, como gestação, violência obstétrica, câncer de colo de útero e endometriose”, declarou Rosangela Moro.

A deputada federal Delegada Ione (Avante-MG) também criticou a possibilidade, alegando que a escolha poderia marginalizar debates específicos da realidade feminina. “Para lembrar das transexuais, estão esquecendo das mulheres. Para incluir um segmento da sociedade, estão excluindo outro”, afirmou Ione, questionando a legitimidade de Erika Hilton para tratar de pautas como menstruação e maternidade.

A deputada estadual Mara Lima (Republicanos-PR), presidente da Comissão de Defesa da Mulher da Assembleia Legislativa do Paraná, também se manifestou contrária à indicação, defendendo que o cargo exige experiência ligada à realidade feminina. “Quem assume uma comissão dessa importância precisa ter conhecimento de causa. E isso tem que ser uma mulher que vive essas situações, como gravidez, ciclo menstrual e violência doméstica”, declarou.

Atuação e Composição da Comissão

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher é responsável por debater temas como saúde feminina, maternidade, violência doméstica e políticas públicas para mulheres.

Atualmente, as mulheres representam aproximadamente 18% do Congresso Nacional, com cerca de 91 a 93 deputadas e 13 a 15 senadoras, número que pode variar devido a licenças e substituições.

Contexto

A indicação de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher reacende o debate sobre representatividade e identidade de gênero na política, gerando discussões sobre a amplitude do conceito de mulher e a priorização de pautas específicas dentro do colegiado.

Postagem anterior

Presas denunciam assédio de detentos trans em presídio feminino no…

Próxima publicação

Batismo em plena Paulista atrai fiéis e celebra nova fé.

post-barras