28 de fevereiro de 2026

Entidades acionam TSE contra declaração de Peninha sobre voto evangélico.

Entidades Cristãs Reagem a Declarações sobre Voto Evangélico e Acionam TSE

Carta Formal Questiona Falas de Historiador

Aproximadamente 60 entidades cristãs formalizaram, na terça-feira (24), uma representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em resposta a declarações proferidas pelo historiador e youtuber Eduardo Bueno, conhecido como Peninha. As manifestações do historiador sugeriam restrições ao direito de voto de pessoas evangélicas.

Instituições Alegam Ofensa à Constituição

O documento foi encaminhado à ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE, e expressa “perplexidade e repúdio” diante das falas de Bueno. As entidades signatárias argumentam que as declarações extrapolam a mera divergência ideológica, caracterizando uma questão de natureza constitucional.

As entidades defendem que “sugerir a exclusão de um grupo religioso do exercício do voto equivale a negar o princípio da igualdade política que sustenta o Estado Democrático de Direito”. Afirmam ainda que a liberdade de expressão não autoriza a defesa da supressão de direitos fundamentais com base na religião.

A carta enfatiza que “o direito ao voto é universal, indivisível e constitucionalmente assegurado” e que “a democracia não tolera exclusões religiosas”. Para os signatários, restringir a participação política por motivo de fé é medida “flagrantemente inconstitucional”.

Solicitação ao TSE

No documento, as entidades solicitam que o TSE reafirme publicamente as garantias constitucionais do exercício do voto, sem distinção de crença. Pede-se também que a Corte mencione a inexistência da “figura do abuso do poder religioso”, conforme decisões anteriores.

Lista de Signatários

Entre os signatários da carta, constam a Frente Parlamentar Evangélica da Câmara dos Deputados, a Frente Parlamentar Evangélica do Senado Federal, a Frente Parlamentar Católica na Câmara, o Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) e a União Nacional das Igrejas e Pastores Evangélicos (UNIGREJAS), além de diversas igrejas, associações jurídicas e conselhos de pastores de diferentes estados.

Origem da Reação

A mobilização das entidades cristãs foi desencadeada após a veiculação de um vídeo no canal do YouTube de Eduardo Bueno, no qual ele declarou que evangélicos “deveriam ser proibidos” de votar e impedidos de participar do processo eleitoral.

Contexto

A representação ao TSE por parte de diversas entidades cristãs, em resposta às declarações de Eduardo Bueno, demonstra a sensibilidade do tema da liberdade religiosa e da participação política de grupos religiosos no Brasil, indicando a importância de um debate público informado e respeitoso sobre o assunto.

Postagem anterior

Silas Malafaia visita Marquinhos Menezes em tratamento contra câncer

Próxima publicação

Suspeito de roubo invade igreja com carro em Santo André…

post-barras