27 de fevereiro de 2026

Governo Lula condena ações de Israel na Cisjordânia em declaração na ONU

Brasil Condena Expansão de Israel na Cisjordânia em Declaração da ONU

O governo brasileiro, liderado pelo presidente Lula, aderiu a um comunicado na Organização das Nações Unidas (ONU) que expressa condenação às decisões do governo de Israel sobre a expansão do controle na Cisjordânia. O documento foi apresentado na sede da ONU, em Nova York, na terça-feira (17).

Condenação à Expansão de Assentamentos

O texto, subscrito por mais de 90 países e organizações internacionais, critica a expansão dos assentamentos judaicos em território palestino e o aumento das ações de segurança contra os residentes locais. A declaração enfatiza que tais medidas representam violações do direito internacional e das resoluções da própria ONU, exigindo a “imediata reversão” dessas decisões.

Posicionamento do Itamaraty

Em nota oficial, o Itamaraty reiterou a condenação do Brasil às “decisões e medidas unilaterais israelenses destinadas a expandir a presença ilegal de Israel na Cisjordânia”, reafirmando a “firme oposição a qualquer forma de anexação.”

Alterações Demográficas e Esforços de Paz

O comunicado também expressa rejeição a “todas as medidas destinadas a alterar a composição demográfica, o caráter e o status do Território Palestino Ocupado desde 1967, incluindo Jerusalém Oriental,” alertando que essas ações prejudicam os esforços de paz e a estabilidade regional.

Apresentação na ONU

O embaixador da Palestina na ONU, Riyad Mansour, foi o responsável por anunciar o comunicado. O embaixador do Brasil na ONU, Sérgio França Danese, acompanhou a apresentação no plenário.

Adesões e Ausências Notáveis

Além do Brasil, países como Reino Unido, Itália, Indonésia, Turquia, Espanha e a União Europeia assinaram o documento. No entanto, Estados Unidos, Argentina e Israel não se juntaram à declaração. Apesar da adesão, o texto não possui efeito prático obrigatório.

Reação de António Guterres e Moção no Senado

O secretário-geral da ONU, António Guterres, também expressou críticas às medidas israelenses, alertando que a decisão contraria normas internacionais e pode aumentar a tensão no Oriente Médio. Em resposta à posição do governo federal, o senador Carlos Viana protocolou uma moção de repúdio no Senado Federal contra a decisão do Executivo brasileiro.

Contexto

A adesão do Brasil à declaração da ONU reflete o posicionamento do país em relação ao conflito Israel-Palestina e pode ter implicações diplomáticas e econômicas, influenciando as relações bilaterais com os países envolvidos e a percepção internacional do Brasil como ator relevante na busca por soluções pacíficas no Oriente Médio.

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