26 de fevereiro de 2026

Cristão é morto em protesto no Irã ao tentar resgatar corpo de amigo

Cristãos Mortos em Protestos no Irã: Relatos de Perseguição e Violência

Dois cristãos foram identificados entre os mortos durante os protestos contra o regime islâmico no Irã, elevando as preocupações sobre a perseguição religiosa no país. Os relatos detalham violência, negação de tratamento médico e pressão sobre as famílias das vítimas.

Morte de Mohsen Rashidi

Mohsen Rashidi, de 42 anos, foi morto a tiros em 9 de janeiro na cidade de Baharestão, província de Isfahan, enquanto tentava recuperar o corpo de um amigo morto em um protesto. A informação foi divulgada pela Article 18, organização que apoia cristãos perseguidos.

Segundo relatos, Rashidi foi baleado pelas costas após tentar ajudar seu amigo, Shahram Maghsoudlou, que havia sido atingido por forças de segurança. Após ser ferido, teve o acesso a tratamento médico negado e faleceu devido à severa perda de sangue.

A família de Rashidi precisou pagar o equivalente a US$ 8.000 para recuperar o corpo e foi impedida de realizar um funeral público ou colocar uma lápide em seu túmulo. As autoridades também teriam pressionado a família a assinar um documento falso alegando que Rashidi era membro de um grupo paramilitar morto por manifestantes.

Assassinato de Ehsan Afshari-Manesh

Ehsan Afshari-Manesh, um cristão iraniano de 39 anos residente na Suécia, também foi confirmado como uma das vítimas dos protestos. Ele havia viajado ao Irã para visitar seus pais idosos e foi impedido de retornar à Suécia, sendo obrigado a completar o serviço militar.

De acordo com relatos, Afshari-Manesh participou dos protestos e foi baleado duas vezes no estômago. Seu corpo foi encontrado 11 dias após seu desaparecimento. Segundo o jornal sueco Dagen, o rosto de Afshari-Manesh estava “irreconhecível” e ele foi identificado por suas tatuagens.

Afshari-Manesh foi sepultado em Teerã e uma cerimônia em sua memória foi realizada em sua igreja em Västerås, na Suécia.

Mortes nos Protestos

Organizações de direitos humanos estimam que mais de 36 mil pessoas foram mortas durante a repressão aos protestos no Irã. A maioria das mortes teria sido causada pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e pela milícia Basij.

Contexto

As mortes de cristãos durante os protestos no Irã ressaltam a vulnerabilidade das minorias religiosas no país e levantam sérias questões sobre direitos humanos e liberdade religiosa sob o regime islâmico.

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