Ataque no norte da Nigéria mata 25 cristãos e é classificado como “campanha de extermínio”.
Ataques na Nigéria Resultam em Morte de Cristãos
Uma série de ataques no estado de Adamawa, na Nigéria, resultou na morte de 25 cristãos. Grupos militantes islâmicos são apontados como os responsáveis pela violência.
Ataque Mais Recente
O ataque mais recente ocorreu em 24 de fevereiro, quando entre 50 e 100 combatentes do Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP), vestidos com uniformes do exército nigeriano, invadiram duas comunidades agrícolas cristãs na Área de Governo Local de Madagali. Dezoito pessoas foram mortas em Kirchinga e sete em Garaha. Quatro corpos adicionais foram encontrados dois dias depois.
Histórico de Ataques
Este foi o quinto ataque do tipo desde outubro de 2025 em Madagali, cidade natal do governador do estado de Adamawa, Ahmadu Umaru Fintiri. Entre as vítimas estava Bademi Papka, líder da aldeia e primo do governador.
Responsabilidade Atribuída ao ISWAP
Testemunhas identificaram o ISWAP como o grupo responsável pelas mortes. Um sobrevivente relatou que os militantes abriram fogo contra pessoas reunidas perto de um mercado. Segundo relatos, a tática do ISWAP é invadir comunidades, reunir cristãos e assassiná-los.
Vulnerabilidade da Região
Madagali, um enclave majoritariamente cristão, é considerado vulnerável devido à sua localização entre o sul do estado de Borno e a fronteira com Camarões, nas proximidades da Floresta de Sambisa, área utilizada como base de operações pelo ISWAP e pelo Boko Haram. O isolamento geográfico dificulta o envio rápido de apoio militar.
Denúncia de Campanha Sistemática
David Idah, diretor da Comissão Internacional de Direitos Humanos, descreveu os ataques como uma ação sistemática, coordenada e direcionada contra comunidades agrícolas cristãs, indicando uma possível campanha estratégica de extermínio.
Contexto
Os ataques no estado de Adamawa, Nigéria, ressaltam a crescente preocupação com a segurança de comunidades cristãs na região, expostas à violência de grupos extremistas e à instabilidade política, gerando impacto na liberdade religiosa e nos direitos humanos.