27 de fevereiro de 2026

Sonaira Fernandes acusa escritor Eduardo Bueno de cristofobia

Vereadora denuncia “cristofobia” após declarações de escritor sobre eleitores evangélicos

Sonaira Fernandes (PL) critica fala de Eduardo Bueno na Câmara Municipal de São Paulo

A vereadora Sonaira Fernandes (PL) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de São Paulo nesta semana para denunciar o que classificou como “cristofobia”. A manifestação ocorreu em resposta a declarações do escritor Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, sobre a participação de evangélicos no processo eleitoral.

Críticas em Plenário

Durante seu discurso, a vereadora questionou as declarações de Bueno, defendendo o direito ao voto dos evangélicos. “Vocês concordam com Peninha? Quando dizem que eu devo ter o meu direito ao voto cassado, a minha filha que acabou de sair aqui dessa tribuna não deve ter direito ao voto?”, indagou a parlamentar, enfatizando a presença e a importância da comunidade evangélica em todo o país.

Dados do Censo 2022

Sonaira Fernandes citou dados do Censo 2022 do IBGE para contestar as afirmações do escritor. Segundo o levantamento, 49,1% dos evangélicos se declaram pardos, 12% pretos e 38% brancos. “Quando somados pretos e pardos, temos mais de 60% dos evangélicos se identificando na categoria preto e pardo”, destacou a vereadora.

Repercussão das Declarações de Eduardo Bueno

As declarações de Eduardo Bueno, proferidas em um vídeo publicado em seu canal no YouTube, foram o estopim para a reação da vereadora. No vídeo, o escritor afirmou que “evangélico tem que ficar no culto, tem que ficar pastando junto com o pastor. Devia ser proibido evangélico votar”.

Reação de Lideranças Religiosas e Parlamentares

As falas de Bueno geraram repercussão entre lideranças religiosas e parlamentares, que apontaram para a ocorrência de discriminação religiosa e para a defesa da exclusão política de um grupo da população com base em sua fé.

Contexto

O debate sobre a participação de grupos religiosos na política e na sociedade civil ganha destaque, evidenciando a necessidade de discussões sobre liberdade religiosa, representatividade e o papel das diferentes crenças no cenário democrático brasileiro.

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