26 de fevereiro de 2026

Rejeição ao aborto ainda é maioria no Brasil.

Pesquisa Aponta Crescimento do Conservadorismo no Brasil

Uma pesquisa Ipsos-Ipec divulgada recentemente revela um aumento do conservadorismo entre os brasileiros em relação a temas como aborto, casamento homoafetivo, pena de morte, redução da maioridade penal e prisão perpétua para crimes hediondos. O estudo, realizado entre os dias 3 e 8 de julho, indica que 49% dos entrevistados apresentam um alto grau de conservadorismo nesses temas.

Aborto: 75% dos Brasileiros São Contra a Legalização

De acordo com a pesquisa, 75% dos brasileiros se declararam contrários à legalização do aborto. Esse número representa um aumento de dois pontos percentuais em comparação com o ano de 2023. Apenas 16% se mostraram favoráveis à legalização, enquanto 6% se declararam neutros e 1% não soube ou não quis responder.

Apoio ao Casamento Homoafetivo Apresenta Queda

O levantamento também identificou uma diminuição no apoio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. O índice, que se manteve em 44% entre 2021 e 2023, caiu para 36% em 2025, indicando uma redução significativa na aceitação do tema.

Análise por Segmento

A pesquisa identificou um crescimento do conservadorismo principalmente entre homens e moradores de capitais. O índice de conservadorismo entre homens subiu de 0,681 para 0,688, enquanto entre moradores de capitais passou de 0,627 para 0,637. Entre os que possuem renda acima de cinco salários mínimos, o indicador manteve-se estável em 0,655. Já entre aqueles com ensino superior completo, houve um leve aumento, de 0,626 para 0,629.

Metodologia da Pesquisa

A pesquisa Ipsos-Ipec foi realizada com 2.000 entrevistas em todo o território nacional, entre os dias 3 e 8 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%. O estudo utilizou cinco frases apresentadas aleatoriamente aos entrevistados para medir o grau de concordância ou discordância sobre os temas abordados.

Contexto

O aumento do conservadorismo no Brasil, conforme apontado pela pesquisa, pode influenciar o debate público e as políticas relacionadas aos temas abordados, como direitos reprodutivos e direitos da população LGBTQIA+, impactando a agenda política e social do país.

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