26 de fevereiro de 2026

“Proteína Divina” Restaura Movimento, Revela Cientista

Pesquisadora brasileira descobre molécula que pode regenerar lesões na medula

Tatiana Coelho de Sampaio

Tatiana Coelho de Sampaio, pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), identificou que a polilaminina tem potencial para regenerar lesões na medula espinhal causadas por traumas. A descoberta, resultado de mais de 20 anos de estudo, foi apresentada pela bióloga em entrevista ao programa “Conversas com Hildgard Angel” da TV 247.

Polilaminina: Uma molécula promissora

A polilaminina é uma molécula sintética, desenvolvida em laboratório a partir da laminina, proteína produzida naturalmente pelo organismo humano, especialmente durante o desenvolvimento embrionário do sistema nervoso. A molécula demonstrou estimular a reconexão de fibras nervosas rompidas após lesões traumáticas na medula, em casos de paraplegia e tetraplegia.

Testes experimentais apresentam resultados positivos

Em estudo experimental com oito pacientes diagnosticados com lesões medulares graves e sem expectativa de recuperação de movimentos, seis apresentaram melhora parcial e um voltou a andar. A pesquisa, realizada em parceria com o laboratório Cristália, indica que a aplicação da polilaminina deve ocorrer em até 72 horas após a lesão, período considerado a “janela terapêutica”.

Primeiro paciente no Brasil

Luiz Otávio Santos Nunez, um militar de 19 anos, foi o primeiro paciente no Brasil a receber o tratamento experimental com a polilaminina. Ele, que ficou tetraplégico após um acidente com arma de fogo, teve acesso ao medicamento por meio de uma ação judicial. Após 12 dias da aplicação, realizada no Hospital Militar de Campo Grande, Luiz voltou a movimentar a ponta de um dos dedos da mão.

Estudos em andamento

De acordo com Tatiana de Sampaio, a eficácia da polilaminina em lesões crônicas, com mais de três ou quatro meses, ainda não está assegurada, devido ao processo patológico estabelecido. O medicamento está em fase experimental e atualmente passa por estudos clínicos na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Contexto

A descoberta da polilaminina e seus potenciais efeitos regenerativos em lesões da medula espinhal representam um avanço significativo na área da medicina regenerativa, oferecendo esperança para pacientes com paraplegia e tetraplegia, condições que afetam drasticamente a qualidade de vida.

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