Polícia investiga declaração de historiador sobre voto de evangélicos
Polícia investiga Eduardo Bueno por declarações sobre evangélicos
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul abriu um inquérito para investigar o escritor e historiador Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, por declarações consideradas discriminatórias contra evangélicos. A investigação foi iniciada após a divulgação de um vídeo no canal de Bueno no YouTube, em janeiro, onde ele afirma que evangélicos “não têm que votar”.
Detalhes da Investigação
O inquérito está sendo conduzido pela Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância, em Porto Alegre. Segundo o delegado Vinicius Naham, as falas de Eduardo Bueno podem configurar crime de discriminação religiosa, conforme previsto no artigo 20 da Lei Federal 7.716/89.
Conteúdo do Vídeo
No vídeo intitulado “Com Mil Raios”, publicado em 28 de fevereiro, Bueno critica o envolvimento de evangélicos na política, afirmando que deveriam “ficar no culto” e questionando sua participação em eleições para cargos como vereador e deputado.
Outras Repercussões
Além da investigação policial, o deputado estadual Leonardo Siqueira (NOVO) protocolou uma representação no Ministério Público de São Paulo (MP-SP) solicitando investigação por possível discurso de ódio e intolerância religiosa.
Histórico de Declarações
Eduardo Bueno possui um histórico de declarações controversas envolvendo figuras de direita, incluindo comemorações relacionadas à morte de Charlie Kirk e desejos de morte para Olavo de Carvalho, Roger Moreira e Ana Campagnolo.
Contexto
A investigação em curso contra Eduardo Bueno reflete um debate crescente sobre os limites da liberdade de expressão e a responsabilidade social no discurso público, especialmente em relação a grupos religiosos e minorias.