Mortes de cristãos em protestos no Irã chegam a 19.
Número de cristãos mortos em protestos no Irã sobe para 19

O número de cristãos mortos durante os protestos contra o regime islâmico no Irã aumentou para 19, conforme informações divulgadas pela organização Article 18, que monitora a perseguição religiosa no país.
Detalhes das mortes
A Article 18 confirmou a morte de pelo menos 12 cristãos entre os manifestantes. O diretor da organização, Mansour Borji, informou à Christianity Today que há relatos da morte de outros sete cristãos da comunidade armênia.
Casos específicos
Entre os cristãos mortos, está Zahra Arjomandi, de 51 anos, mãe de dois filhos, morta a tiros em 8 de janeiro na ilha de Qeshm. Segundo o Mohabat News, as forças de segurança mantiveram o corpo de Zahra por seis dias e o liberaram sob condições restritas, proibindo a família de realizar o funeral e divulgar informações sobre sua morte.
Nader Mohammadi, de 35 anos, também foi morto a tiros em 8 de janeiro, em Babol. Após três dias de busca, a família encontrou o corpo desfigurado em um necrotério, sendo a identificação possível apenas por marcas conhecidas. Nader Mohammadi deixou três filhos.
Em 9 de janeiro, Mohsen Rashidi, de 42 anos, foi baleado pelas costas enquanto tentava recuperar o corpo de um amigo morto em Baharestão, província de Isfahan. Ele chegou a ser socorrido, mas agentes teriam impedido sua entrada no hospital, levando ao seu falecimento.
Repressão aos Protestos
Os protestos contra o regime islâmico no Irã foram marcados pela violenta repressão por parte do governo. O portal Iran International reportou que mais de 36 mil pessoas foram mortas durante o auge dos protestos no início de janeiro.
A publicação afirma que os assassinatos de 8 e 9 de janeiro representam “o massacre mais sangrento de civis durante protestos de rua, em um intervalo de dois dias, na história”. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e a milícia Basij são apontados como os principais responsáveis pela repressão.
Contexto
O aumento no número de cristãos mortos durante os protestos no Irã destaca a perseguição religiosa enfrentada por minorias no país e agrava as preocupações sobre a repressão governamental contra manifestações populares, evidenciando a necessidade de atenção internacional para a situação dos direitos humanos no Irã.