26 de fevereiro de 2026

Angola proíbe cultos religiosos em salas de espetáculos

Angola Propõe Proibição de Cultos Religiosos em Espaços Culturais

Revisão da Lei de Liberdade Religiosa Altera Normas para Prática de Cultos

O governo de Angola propõe alterações à Lei nº 12/19, que regula a Liberdade de Religião e de Culto, com o objetivo de impedir a realização de cultos religiosos em salas destinadas a pré-espetáculos culturais, como teatros e auditórios.

Objetivo da Medida

Segundo autoridades, a revisão da lei visa proteger esses espaços, garantindo que sejam utilizados exclusivamente para atividades culturais. O ministro da Cultura, Filipe Zau, informou que muitos desses locais foram anteriormente ocupados por práticas religiosas e comerciais, desviando-os de sua finalidade original.

Novas Regras para Templos

A nova legislação determinará que atividades religiosas ocorram apenas em templos próprios e autorizados. A proposta, já encaminhada ao Conselho de Ministros, faz parte de um pacote de três leis que visam regulamentar as atividades culturais e religiosas no país.

Restrições a Cultos Domésticos

A revisão da lei, atualmente em consulta pública, introduz a exigência de licenciatura em teologia para a acreditação de pastores e líderes religiosos. Adicionalmente, a proposta proíbe a realização de cultos em residências ou quintais, exigindo espaços adequados e reforçando regras contra poluição sonora para preservar a ordem pública.

Justificativa do Governo

O governo angolano afirma que as mudanças visam controlar o crescimento de confissões religiosas e a atuação de líderes religiosos não certificados, fortalecendo a regulação em um Estado laico.

Contexto

A proposta de lei impacta diretamente a forma como as religiões são praticadas em Angola, definindo locais permitidos para cultos e critérios para a atuação de líderes religiosos, potencialmente alterando a dinâmica entre as instituições religiosas e o Estado.

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