27 de março de 2026

Marido de Sara Mariano pega mais de 34 anos por mandar matar cantora gospel

Marido de Sara Mariano é condenado por feminicídio na Bahia

O Tribunal do Júri de Dias D’Ávila, na Bahia, condenou Ederlan Santos, marido da cantora gospel Sara Mariano, pelo assassinato da esposa em outubro de 2023. Santos foi considerado o mandante do crime.

Pena de Ederlan Santos ultrapassa 34 anos

Ederlan Santos recebeu uma pena de 34 anos e cinco meses de prisão em regime fechado. A condenação se refere aos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e associação criminosa.

Outros envolvidos também foram sentenciados

Victor Gabriel Oliveira Neves foi condenado a 33 anos e dois meses de prisão. Weslen Pablo Correia de Jesus recebeu pena de 28 anos e seis meses.

O júri considerou agravantes como motivo torpe, uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Condenação anterior de outro suspeito

Em abril de 2025, Gideão Duarte de Lima já havia sido condenado a 20 anos, quatro meses e 20 dias de prisão. Ele foi acusado de atuar como motorista e ajudar a atrair a vítima.

Entenda o caso Sara Mariano

Sara Mariano desapareceu após sair de casa para um evento religioso. O Ministério Público apurou que ela foi atraída sob um falso convite relacionado a uma igreja.

Durante o trajeto, a cantora gravou vídeos, incluindo passagens por pedágios. As imagens auxiliaram na reconstituição dos seus últimos momentos.

O corpo carbonizado de Sara Mariano foi encontrado dias depois, às margens de uma estrada. Inicialmente, o marido afirmou que se tratava da esposa.

A investigação policial apontou a participação direta de Ederlan Santos, que confessou o crime em depoimento.

A perícia constatou que Sara Mariano foi morta com 22 facadas. O corpo foi queimado e ocultado para dificultar a identificação.

Contexto

A condenação dos responsáveis pela morte de Sara Mariano representa um marco na luta contra o feminicídio, trazendo à tona a gravidade da violência contra a mulher e a importância da atuação da justiça para punir os culpados e garantir que casos como este não fiquem impunes.

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